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Educação, Eqüidade e Crescimento Econômico
Marilza Vanessa Rosa Suanno¹

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O mercado de trabalho almeja por profissionais com melhor qualificação e que saibam utilizar os aparatos tecnológicos dentre outros. Assim sendo, investir na Educação é investir na qualificação, formação, desenvolvimento profissional, produtividade do trabalhador e desta forma promover o crescimento econômico.
O crescimento econômico de um país está estreitamente vinculado com a oferta e a demanda de capital humano. Uma vez que o crescimento econômico está enlaçado com a igualização do poder de compra e qualidade de vida da população. A melhoria da qualidade de vida da população impulsiona o mercado de consumo que viabiliza o crescimento econômico. Nesta lógica têm espaço para todos?
Cada vez mais percebe-se a implantação e implementação de programas, projetos e cursos, tais como: aumento do número de programas de alfabetização, programas de aceleração para o Ensino Fundamental e Médio, aumento do número de vagas em faculdades privadas... Como anda a qualidade destes programas? Estes têm promovido à reflexão, e a construção de conhecimentos? Têm dado conta de fazer compreender: A globalização e a internacionalização dos mercados; A diminuição do peso da política tendo em vista a noção de Estado Mínimo; As mudanças nos paradigmas do conhecimento; A difusão maciça das informações e a manipulação ideológica; O agravamento da exclusão social; A crise de valores e o relativismo ético que nos encontramos hoje? Será que estes programas, cursos têm dado conta de articular a vida da escola com o mundo social, informacional, comunicacional e econômico tornando a escola um espaço de síntese, de reflexão, de construção de conhecimentos? Valorizo os programas em seus alcances e alerto para refletirmos sobre suas limitações
A educação é uma área de investimento que pode propiciar benefício epistemológico-sócio-político-econômico-jurídico-ético que venham a assegurar uma distribuição de renda mais igualitária, crescimento econômico, desenvolvimento social, desenvolvimento humano e trabalho humano melhor qualificado.
Educar para promover alcances econômicos é interesse do Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, empresas transnacionais, UNESCO... A formação de recursos humanos é de interesse da política internacional por impulsionar e viabilizar a expansão econômica. Neste sentido a educação é um fator de desenvolvimento.
A quem interessaria informar e educar a massa populacional em uma tendência progressista, transformadora? A Educação pode ajudar a pensar, agir, fazer a gestão, pode impulsionar a pesquisa da realidade vivenciada e propor novas dimensões.
A educação é fundamental ao desenvolvimento, todavia a educação isolada de outros interventores não é capaz de assegurar um crescimento com eqüidade. Por onde anda a qualidade democrática numa perspectiva emancipatória?



Educação e suas atuais palavras de ordem na conjuntura atual: descentralização, participação, ação coletiva, responsabilidade compartilhada, qualidade, competitividade, reforma curricular, eficiência, eficácia, produtividade, transversalidade, interdisciplinaridade, Novas Tecnologias de Informação e Comunicação... Vera Maria Candau² apresenta um questionamento extremamente interessante: "Será que, hoje, o único horizonte possível para a renovação educativa está dado pelas propostas do Banco Mundial? Não existem propostas e ações em curso que se pautem em um outro enfoque?"
Estaria a universidade dando conta de sua missão? De seu papel social frente à democratização e socialização do conhecimento? Propiciando a aprendizagem social? Promovendo processos democráticos e formação integral do cidadão? Segundo Marília Gouvêa de Miranda³, ao pontuar sobre as relações entre Universidade, Conhecimento e Informação "O impacto da informação, sobre o conhecimento obriga a universidade a repensar seu papel e seu lugar na sociedade contemporânea. A universidade constitui um lócus privilegiado de produção de conhecimento"(1997,p.2)
A quem interessaria um cidadão reflexivo, crítico, consciente, politizado, leitor, integrado, questionador e transformador? Na realidade existe um interesse de mercado em se ter um trabalhador mais qualificado e capaz de gerar maior qualidade de produção e serviço, assegurando a eficácia. Porém, não existe um empenho real de desenvolvimento da eqüidade social via comprovação dos direitos humanos, mobilização participativa e comunitária de transformação. Entretanto, a eqüidade social é vislumbrada via desenvolvimento científico-tecnológico a serviço das dinâmicas e necessidades neoliberais.
Para Candau (1997), a educação não pode ser reduzida à formação de consumidores competentes.Ela supõe a formação de sujeitos históricos, ativos, críticos e criativos, capazes não apenas de se adaptar à sociedade em que vivem, mas de transformá-la e de reinventá-la.
No panorama mundial temos visto surgir parcelas sociais organizadas em prol de idéias e ideais, as ONGS (Organizações Não Governamentais). Algumas têm debatido os efeitos maléficos da globalização e vêm lutando por uma sociedade mais pacífica, justa e igualitária. Quem tem compartilhado destas idéias? E desta luta?

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